Sergipe registra aumento de 4,23% nos nascimentos em um ano



Em 2017, foram registrados 33.910 nascimentos contra 32.535 em 2016.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil de 2017, que reúne estatísticas sobre nascidos vivos, óbitos, casamentos e divórcios. A pesquisa revelou aumento no número de nascimentos em Sergipe. Em 2017, foram registrados 33.910 nascimentos contra 32.535 em 2016, um acréscimo de 4,23%.

Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil, 2017. Elaboração: Observatório de Sergipe

 

Sergipanos estão casando menos

A pesquisa mostrou também que o número de casamentos também diminuiu entre 2017 e 2016. Em Sergipe são aproximadamente 300 matrimônios a menos. Foram verificados 7.832 em, 2016, ante 7.545 em 2017, um declínio de 3,66%. A pesquisa só registra uniões oficializadas em cartórios, excluindo uniões estáveis.

O número de casamentos homoafetivos aumentou em Sergipe. Foram registradas 23 uniões em 2017, ante 21 em 2016. Entretanto esses números são bem superiores em relação a 2003, em que foram oficializados apenas cinco acordos e foi garantido o direito de casamento civil entre pessoas de mesmo sexo.

Menos casamentos, menos divórcios

No tocante ao divórcio, em Sergipe, a pesquisa de Estatísticas do Registro Civil apurou que houve um salto de 88% entre 2009 e 2011, ano seguinte à aprovação da Emenda à Constituição do divórcio direto. Após essa inflexão a quantidade de divórcios caiu, mantendo-se, entretanto, em níveis maiores ao verificado antes da mudança legislativa. Apesar da trajetória de queda, em 2017 o IBGE verificou que foram concedidos 2.405 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais em Sergipe, mostrando que houve um aumento de 3% no número de divórcios contabilizados pela pesquisa em relação a 2016 quando o total de separações oficiais foi de 2.334.

Cresce o número de casais com guarda compartilhada

Em 2017, houve 1.336 divórcios com filhos menores de idade em Sergipe (46% dos casos). A grande maioria, 81,9%, ficou sob a guarda da mãe, enquanto apenas 3,3% com o pai. A guarda compartilhada vem crescendo ano a ano, em 2014 essa modalidade abarcava 3,6% dos casos. Em 2015 o percentual subiu para 5,7%. Entre 2016 e 2017, passou de 9,1% para 10,7%.

Publicação completa : Registro Civil 2017